Indústria Calçadista |Século 21 tem como principal marca o r

Indústria Calçadista - Século 21 tem como principal marca o retorno às origens

 

A história da indústria e calçados da Capital, contada no livro "Arte em Couro - A força empreendedora e a energia criativa da indústria de calçados e bolsas de Belo Horizonte" - editado pelo Sindicato da Indústria de Calçados no Estado de Minas Gerais (SINDICALÇADOS-MG) e Sindicato da Indústria de Bolsas e Cintos do Estado de Minas Gerais (SINDIBOLSAS-MG) - perpassa o século 20 e desemboca nos anos 2000 cercada de questões comuns a outros setores como a pesada carga tributária brasileira e a falta de mão de obra qualificada.

O novo século tem como marca os nichos de mercado e o retorno às origens. "Os anos 2000 nascem sob o signo da velocidade da informação, promovida pela internet, em todos os aspectos da vida social e nos ambientes de negócios. (...) Na capital mineira, as redes de lojas monomarcas se estabelecem preferencialmente em shopping centers", afirma o livro.

Para o presidente do SINDICALÇADOS-MG, Jânio Gomes Lemos, a competição global trouxe novos desafios para o Arranjo Produtivo Local (APL) de Belo Horizonte e região metropolitana. O Programa de Apoio à Competitividade de APLs traça uma série de ações e estratégias para dar aos membros do Arranjo mais competitividade, entre elas: Programa de Desenvolvimento Empresarial; Programa de Formação de Mão de Obra; Programa de Gestão de Pessoas; Prospecção Tecnológica; Fortalecimento da Moda e Design; Apoio ao Licenciamento Ambiental; Programa de Gestão da Responsabilidade Social; Análise Ergonômica do Trabalho; Central de Gestão dos Resíduos; Análise de Viabilidade do Distrito Eco industrial; Modelo de Logística Compartilhada; Feiras e Missões de Negócios; Prospecção de Mercado; Planejamento Estratégico; Sistema de Informações Estratégicas e Plano de Comunicação e Marketing.

"Tentamos melhorar a produtividade e agregar maior valor ao produto. A concorrência chinesa também nos afeta, como em quase todos os outros setores", afirma Lemos. APL - O APL abrange as cidades de Contagem, Betim, Ribeirão das Neves, Matozinhos, Sabará, Santa Luzia, Nova Lima, todas na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH); Itaúna, na região Centro-Oeste; além da Capital. De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), 84% de microempresas, 13% de empresas de pequeno porte e 2,5% empresas de médio porte. 95% da produção são voltadas ao mercado interno e 5% para o mercado externo. A produção estimada é de cerca de 17 milhões de produtos (13 milhões de calçados e 4 milhões de bolsas). Já o faturamento, R$ 550 milhões com os calçados e R$ 230 milhões com as bolsas.

“Enfrentamos um grave problema com a falta de mão de obra flutuante no mercado”. Os mais jovens querem atividades ligadas à tecnologia e estão migrando para outras áreas.

Temos trabalhado junto ao SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) para criar um novo interesse nas pessoas. “No Brasil, a exemplo do que já aconteceu na Europa, teremos em breve uma mão de obra cara e idosa”, aponta o presidente do Sindicalçados- MG.

Outra grande dificuldade é também comum aos demais setores produtivos: a pesada carga tributária. Mas apesar de tudo, o gestor não desanima. "O governo é um verdadeiro sócio. uma loucura trabalhar desse jeito. 2014 foi um ano ruim e acredito que 2015 ainda será um ano muito sofrido. Mas não existe outra opção a não ser trabalhar. O livro mostra que vivemos dificuldades até aqui, mas mostra que tivemos muitas vitórias. Existe uma energia que pulsa em cada história e que nos impulsiona a continuar trabalhando e mostrando que Minas tem espaço próprio e de destaque na produção de calçados e acessórios em couro no Brasil", completa.

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